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Os Pink Floyd de Syd Barrett




The Piper At The Gates Of Dawn – 1967 - o 1º álbum de Pink Floyd

Para a grande parte do público, Pink Floyd é sinónimo de uma das maiores bandas de sempre da história do rock. O que a maioria não sabe é que até composições como Wish You Here ou Another brick in the wall um longo caminho foi percorrido.

Se tomarmos Dark Side Of The Moon como uma marco na história de Pink Floyd, podemos dizer que há um antes e um depois deste álbum. The Piper At The Gates Of Dawn marca não só início de Pink Floyd como nos ensina a ouvir todos os primeiros álbuns com mais atenção.

Certamente a história dos Pink Floyd seria muito diferente se tivessem começado já com David Gilmour na sua composição em vez de Syd Barrett. Certamente não seriam também conotados como banda psicadélica, e este é provavelmente o maior exemplo desse estilo na vasta discografia da banda.

The Piper At The Gates Of Dawn leva-nos numa viagem de cerca de 41 minutos por lugares inimagináveis, misteriosos e obscuros. Aliás era esse o espírito que povoava a cabeça de Syd Barrett nessa altura. No pouco tempo em que esteve nos Pink Floyd (1965-1968) Syd produziu obras que a maioria dos músicos almeja construir durante toda a sua vida e podemos mesmo dizer que ele é o génio criativo por detrás do primeiro álbum da banda britânica.

Tal como Jimi Hendrix, Syd aproveitou a sua inclusão pelo mundo do LSD para nos transportar para uma nova experiência musical. The Piper At The Gates Of Dawn é isso mesmo. Uma descoberta surreal onde podemos dedicar músicas a personagens inacreditáveis como o gato Lucifer Sam, revisitar a infância com melodias doces e inocentes como Mathilda Mother,The Gnome ou Bike, e finalmente realizar odisseias espaciais vanguardistas para a época comAstronomy Domine e Interstellar Overdrive (a primeira das músicas de Pink Floyd de maior duração que ocupava quase dez minutos deste albúm).

A verdade é que se só conhecêssemos os Pink Floyd de The Wall ou The Final Cut, muito dificilmente os imaginaríamos capazes desta proeza, deste atrevimento só proporcionado por não terem ainda o rótulo de “uma das melhores bandas do mundo” e por serem ainda tão frescos e não terem ainda nada que provar a fãs ou críticos.

Após a saída de Syd Barrett o seu estilo manteve-se ainda em mais alguns albúns de estúdio como A Saucerful of Secrets (ainda com a presença de Syd em Jugband Blues), Ummagumma, Atom Heart Mother, Meddle, Obscured by Clouds, estes quatro de carácter mais experimental embora ainda muito psicadélico, até chegarmos ao aclamado Dark Side Of The Moon, cuja história poderíamos contar numa outra crítica…

Para finalizar podemos dizer que embora The Piper At The Gates Of Dawn não tenha atingido os números que outros álbuns dos Pink Floyd alcançaram, a verdade é que é considerado por muitos como um dos melhores primeiros álbuns da história da música. Opinião partilhada por mim, uma humilde fã que sem pretensões quis apenas dar a conhecer os primórdios de uma das mais enigmáticas bandas da história da música.

19 novembro 2010

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